Todas as grandes corporações modernas têm modelos ocidentalizados. Até as grandes empresas orientais replicam o que aparentemente é este modelo de sucesso. No mundo globalizado, as corporações são as “condutoras”, e o objetivo final é um hipotético desenvolvimento humano sob todas as perspectivas. E a ideia que fazemos de desenvolvimento implica em indicadores de crescimento, de lucros, de forma mensurável. É todo um discurso que faz fronteira com a noção enevoada que temos de civilização e de possibilidades futuras.

Há algo muito errado que todos nós estamos praticando, na forma como estamos vivendo. Quanto mais avançamos tecnicamente, mais as diferenças se acentuam. O desenvolvimento tem trazido progressos científicos, médicos, sociais, tecnológicos, extraordinários, mas está acelerando a degradação da ecosfera, promovendo a dissolução de valores culturais, criando novos modelos de servidão substituindo as antigas escravidões. Está destruindo o planeta e seus habitantes.

O momento é de repensar. Você concorda?

Se considerarmos que grande parte das pessoas passa, em média, ao menos 8 a 11 horas diárias em seu ambiente de trabalho, deslocam-se por 1 ou 2 horas no ir e vir e dormem de 6 a 8 horas por noite, percebemos que sobra pouco para as outras atividades que lhes traga satisfação. Por isso, grande parte dos teóricos modernos atribuem às empresas a responsabilidade de serem, além de empregadoras, um vetor para as relações pessoais positivas e realizações que lhes traga felicidade.

Isso faz sentido para você?